Raquel Tinha 23 Anos, Ganhava R$ 1.518 e Sonhava em Viajar com a Filha. Conseguiu.

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Porto Alegre, RS — Aos 23 anos, presa num emprego de caixa de supermercado, Raquel só queria uma coisa: levar a filha de 4 anos pra conhecer o mar. A progressiva capilar tornou isso possível — e muito mais.
A pergunta veio da Sofia, de 4 anos, numa tarde de domingo. Raquel Costa, 23 anos, estava deitada no sofá do apartamento pequeno no bairro Restinga, em Porto Alegre, assistindo TV com a filha. Passou uma propaganda de resort com praia, sol, crianças brincando na areia.
"Mamãe, a gente nunca vai na praia?"
Raquel tentou sorrir. "Um dia, filha. Um dia a gente vai."
Mas por dentro, ela sabia que aquele "um dia" não tinha data.
A conta que Raquel fazia toda noite:
- Salário de caixa no supermercado: R$ 1.518/mês
- Aluguel: R$ 650
- Creche da Sofia: R$ 280
- Ônibus (trabalho): R$ 220
- Sobrava: R$ 368 para comida, luz, água, fraldas, tudo
- Viagem pra praia: impossível
Raquel engravidou aos 18 anos. O namorado sumiu. Ela criava Sofia sozinha, com ajuda esporádica da mãe, que trabalhava como cozinheira em restaurante e também não tinha folga financeira.
"Eu trabalhava de caixa no supermercado, 44 horas por semana, e meu salário inteiro ia pra sobreviver. Não sobrava nada. Nada. Eu tinha 23 anos e sentia que já tinha 50."
Foi a colega de trabalho, a Jéssica, que plantou a ideia. Jéssica fazia progressiva nos fins de semana como renda extra e vivia contando quanto ganhava.
"Ela falava: 'Raquel, eu tirei R$ 800 nesse fim de semana.' Eu achava que era exagero. Até que ela me mostrou o Pix. Quatro clientes, R$ 200 cada. R$ 800. Em dois dias."
Raquel pesquisou cursos online. Encontrou um por R$ 250, com certificado e videoaulas que podia assistir no celular. Parcelou em 3x no cartão da mãe.
"Minha mãe ficou com medo. Falou: 'e se não der certo?' Eu disse: 'mãe, e se der?'"
Investimento da Raquel:
- Curso online: R$ 250 (3x de R$ 83)
- Kit de produtos para iniciante: R$ 300
- Chapinha profissional: R$ 300 (presente da mãe no aniversário)
- Secador: emprestado da Jéssica no início
- Total: R$ 850 (parcelado)

Raquel não podia largar o emprego. Tinha carteira assinada, vale-transporte, plano odontológico básico. Não ia arriscar.
Então começou nos fins de semana.
"Sábado e domingo. Eu acordava às 7h, preparava tudo, e atendia das 8h às 18h. Duas clientes de manhã, duas à tarde. A Sofia ficava com minha mãe."
| Item | Valor |
| Clientes por fim de semana | 4 |
| Fins de semana por mês | 4 |
| Clientes no mês | 16 |
| Preço por progressiva | R$ 200 |
| Faturamento bruto | R$ 3.200 |
| Custo de produto (R$ 35 cada) | R$ 560 |
| Lucro líquido | R$ 2.640 |
R$ 2.640 extras por mês, trabalhando apenas nos fins de semana. Somados ao salário de R$ 1.518, Raquel passou a ter R$ 4.158 por mês.
"No primeiro mês eu paguei todas as contas, comprei roupa nova pra Sofia, e ainda sobrou R$ 800. Eu nunca tinha sobrado R$ 800 na vida."
Raquel manteve o ritmo: supermercado na semana, progressiva no fim de semana. Mas a lista de espera crescia.
"Eu recusava cliente porque não tinha mais horário. Era sábado e domingo, 4 por dia, lotado. Tinha gente pedindo pra quarta, quinta à noite. Mas eu trabalhava no mercado."
Foi quando Raquel começou a pensar no impensável: largar o emprego.
"Todo mundo falou que eu era louca. Minha mãe, minha avó, minhas colegas. 'Vai largar carteira assinada pra fazer cabelo em casa?' Eu entendi o medo delas. Eu também tinha medo."
Raquel fez a conta com cuidado:
Cenário pessimista (largando o emprego):
- 2 clientes por dia × 5 dias × R$ 200 = R$ 8.000/mês bruto
- Custos: R$ 1.600
- Lucro: R$ 6.400
- Mesmo cortando pela metade (só 1 cliente/dia): R$ 3.200 — ainda o dobro do salário
"O número mais conservador que eu fazia ainda era melhor que o supermercado. E eu ia trabalhar 5 horas por dia, não 8. Ia estar em casa com a Sofia. Ia ter minha vida de volta."
No quarto mês, Raquel pediu demissão.
Livre do supermercado, Raquel organizou uma rotina dos sonhos:
"Eu ia de 8h às 18h no mercado, em pé, ouvindo 'bip' o dia inteiro, ganhando R$ 1.518. Agora trabalho de 8h30 às 16h, sentada, conversando com mulheres, ganhando R$ 6.000, R$ 7.000. Me conta qual é o melhor negócio."
| Item | Valor |
| Clientes por dia | 2 |
| Dias por semana | 5 |
| Clientes por mês | 40 |
| Preço médio | R$ 200 |
| Faturamento bruto | R$ 8.000 |
| Custos totais | R$ 1.800 |
| Lucro líquido | R$ 6.200 |
Nos meses fortes (formaturas, festas, verão), Raquel chega a atender 3 por dia e fatura mais de R$ 10.000 brutos.

Seis meses depois de começar, em dezembro, Raquel fez algo que nunca tinha feito: comprou duas passagens de ônibus Porto Alegre–Florianópolis.
"Levei a Sofia pra ver o mar pela primeira vez. Ela tinha 5 anos. Quando viu a água, saiu correndo e gritando. Eu fiquei parada, olhando, chorando como uma boba. Aquele momento valeu tudo. Cada gota de suor, cada medo, cada cliente."
"Ela me puxou pela mão e falou: 'mamãe, vem! A água é quentinha!' E eu fui. Descalça, com a calça arregaçada, chorandoe rindo ao mesmo tempo."
Raquel ficou 5 dias em Florianópolis. Hotel simples, perto da praia. Gastou R$ 2.800 no total.
"Com meu salário de caixa, eu ia levar 8 meses juntando pra pagar essa viagem. Com a progressiva, juntei em 3 semanas."
Quando Raquel começou em full-time, a quantidade de clientes dobrou e o WhatsApp virou um caos.
"Eu recebia 50 mensagens por dia. Pergunta de preço, agendamento, remarcação, foto de cabelo pedindo orçamento. Eu respondia uma, esquecia outra, confundia horário. Uma vez marquei cliente às 8h de sábado e esqueci. Ela veio e eu estava dormindo. Morri de vergonha."
Uma cliente que era secretária de consultório médico falou: "Raquel, você precisa de um sistema de agendamento. A gente usa no consultório e funciona muito bem."
Raquel encontrou o Bixbie e testou.
"Mudou minha vida profissional. Sério. Eu cadastrei todas as clientes, todos os horários, e o sistema organiza tudo. Manda lembrete pra cliente, me avisa dos agendamentos do dia, controla meu dinheiro."
O que o Bixbie trouxe para Raquel:
Salário: De R$ 1.518 para R$ 6.000–8.000/mês
Horário: De 44h semanais para 25h (5h/dia, 5 dias)
Tempo com a filha: De ver Sofia acordada por 2h/dia para o dia inteiro juntas a partir das 16h
Viagens: Já foram a Florianópolis, Balneário Camboriú e Gramado
Autoestima: "Eu era uma menina de 23 anos que se sentia velha. Hoje tenho 24 e me sinto começando a viver."
Sonhos: Raquel está fazendo um curso avançado de colorimetria para ampliar os serviços
"Se você tem 20, 23, 25 anos e acha que sua vida já era porque tem filho, eu te digo: sua vida está começando. Seu filho é o motivo pra você lutar, não pra você desistir."
Uma menina de 23 anos, mãe solo, caixa de supermercado, que nunca tinha visto o mar.
Hoje, aos 24, dona do próprio negócio, faturando mais de R$ 6.000 por mês, trabalhando 5 horas por dia, e com fotos da filha brincando na praia de Florianópolis no porta-retrato da sala.
Se você está presa num emprego que não paga suas contas e não alimenta seus sonhos — existe uma saída. E ela pode estar nas suas mãos.
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Raquel Costa é personagem fictícia inspirada em histórias reais de mulheres brasileiras que transformaram suas vidas através do empreendedorismo na beleza. Os valores e cálculos apresentados são baseados em médias de mercado de 2026.
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