Priscila Largou o Emprego de Balconista e Hoje Fatura o Triplo Trabalhando de Casa

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Fortaleza, CE — Priscila Ferreira tinha 25 anos e morava com os pais. Não por escolha. Por necessidade. Como balconista de uma loja de roupas no Centro de Fortaleza, ela ganhava exatamente R$ 1.518 por mês — o salário mínimo. Trabalhava 44 horas por semana: de segunda a sexta das 9h às 18h, e sábado das 9h às 13h. Chegava em casa destruída, com os pés doendo de ficar em pé o dia inteiro, e a certeza de que aquele dinheiro não ia mudar sua vida.
"Eu tinha 25 anos e morava no quarto que eu dormia desde os 10. A mesma cama de solteiro, o mesmo guarda-roupa. Minhas amigas da escola já tinham apartamento, carro, vida própria. Eu me sentia parada no tempo. E o pior: eu não via saída. Com R$ 1.518, eu não conseguia nem alugar um quitinete." — Priscila Ferreira
O aluguel mais barato que Priscila encontrou no bairro era R$ 650 — um quitinete pequeno, sem garagem. Somando água, luz, internet, alimentação e transporte, ela precisaria de pelo menos R$ 1.800 por mês para viver sozinha. Seu salário era R$ 1.518. A conta simplesmente não fechava.
Então Priscila continuava ali. No quartinho da infância. Sentindo que a vida estava passando.
Desde os 15 anos, Priscila era a "cabeleireira" do grupo de amigas. Fazia escova, babyliss, penteados para festas de 15 anos e formaturas. As amigas adoravam. Priscila adorava. Mas nunca levou a sério.
— Isso não é profissão, Priscila. Arruma um emprego de verdade — dizia a mãe, Dona Socorro, com a melhor das intenções.
E Priscila arrumou. Virou balconista. Emprego "de verdade". CLT. Carteira assinada. R$ 1.518.
Mas as amigas não pararam de pedir:
— Pri, faz meu cabelo pro casamento da Renata? — Pri, meu cabelo tá horrível, faz uma progressiva? — Pri, quanto você cobra? Eu pago!
E Priscila sempre respondia: "Ah, deixa, não vou cobrar." Porque era amiga. Porque "não era profissional". Porque tinha medo de cobrar e o resultado não ficar bom.
Até que sua amiga Camila, cansada de ver Priscila infeliz na loja, foi direta:
— Priscila, eu vou te falar uma coisa e você vai ouvir: você faz cabelo melhor que metade dos salões de Fortaleza. Eu já paguei R$ 250 numa progressiva que ficou pior do que a que você faz de graça. Você tá desperdiçando seu talento vendendo roupa.

Naquela noite, Priscila não dormiu. Mas dessa vez, não era de angústia. Era de possibilidade.
Priscila decidiu fazer as coisas direito. Pesquisou cursos de progressiva e alisamento em Fortaleza, encontrou um curso presencial de final de semana por R$ 400 e se inscreveu. Comprou um kit profissional de produtos por R$ 300.
Investimento inicial: R$ 700 (que ela juntou em 2 meses guardando R$ 50 por semana do almoço)
O curso foi num sábado e domingo. Priscila aprendeu:
Na segunda-feira, de volta à loja, Priscila tinha um plano.
Priscila não largou o emprego no primeiro mês. Nem no segundo. Ela montou um plano de 3 fases:
Fase 1 (Meses 1-2): Só fins de semana e noites
Fase 2 (Meses 3-4): Aumentar a base de clientes
Fase 3 (Mês 5+): Avaliar se dá para largar o emprego
Fase 1 — Meses 1 e 2:
| Item | Mês 1 | Mês 2 |
| Clientes | 10 | 14 |
| Preço médio | R$ 170 | R$ 170 |
| Receita bruta | R$ 1.700 | R$ 2.380 |
| Custos (R$ 30/cliente) | R$ 300 | R$ 420 |
| Lucro | R$ 1.400 | R$ 1.960 |
Já no primeiro mês, trabalhando apenas nos horários livres, Priscila quase igualou seu salário de balconista.
Fase 2 — Meses 3 e 4:
Priscila criou o perfil @priprogressiva no Instagram. Postou fotos de antes e depois (sempre com autorização da cliente). Em duas semanas, tinha 400 seguidores locais. O WhatsApp explodiu.
| Item | Mês 3 | Mês 4 |
| Clientes | 22 | 28 |
| Preço médio | R$ 170 | R$ 180 |
| Receita bruta | R$ 3.740 | R$ 5.040 |
| Custos | R$ 660 | R$ 840 |
| Lucro | R$ 3.080 | R$ 4.200 |
No mês 4, Priscila faturava quase 3 vezes seu salário de balconista. Trabalhando à noite e nos fins de semana.

No quinto mês, com lucros consistentes acima de R$ 4.000, Priscila pediu demissão.
— Minha mãe quase teve um infarto — ri Priscila. — Ela disse: "Você vai largar um emprego de carteira assinada pra fazer cabelo?" E eu disse: "Mãe, eu ganho R$ 1.518 lá e R$ 4.000 aqui. Faz a conta."
Dona Socorro fez a conta. E ficou calada.
"Acho que a ficha da minha mãe caiu quando eu mostrei pra ela o extrato do Bixbie. Tava tudo lá: quanto entrou, quanto saiu, o lucro de cada mês. Ela viu os números e disse: 'Tá, filha. Você tá certa.'" — Priscila
Priscila descobriu o Bixbie no mês 2, quando já estava ficando confusa com os agendamentos pelo WhatsApp.
— Eu recebia 15 mensagens por dia pedindo horário. Respondia no intervalo do almoço na loja, às vezes confundia horários, esquecia de confirmar. Uma cliente veio e eu nem tava em casa. Passei muita vergonha.
O Bixbie resolveu todos esses problemas:
"O Bixbie foi o que me transformou de 'menina que faz cabelo' em 'profissional de verdade'. Quando a cliente recebe um lembrete automático do meu horário, ela sabe que eu sou organizada. E isso faz toda a diferença." — Priscila
Dez meses depois de ter começado, trabalhando em tempo integral há 5 meses, os números de Priscila são:
| Item | Valor |
| Clientes por semana | 15 (média) |
| Preço médio | R$ 180 |
| Clientes por mês | ~60 |
| Receita bruta mensal | R$ 10.800 |
| Custo de produtos (R$ 30/cliente) | - R$ 1.800 |
| Custos extras (luz, água, internet) | - R$ 250 |
| Lucro líquido mensal | R$ 8.750 |
| Situação | Renda | Horas/semana |
| Balconista (antes) | R$ 1.518 | 44h |
| Progressiva em casa (hoje) | R$ 8.750 | ~45h |
| Diferença | + 476% | Praticamente igual |
Priscila ganha quase 6 vezes mais trabalhando as mesmas horas. Mas com uma diferença crucial: ela trabalha de casa, no horário que ela escolhe, sendo sua própria chefe.
"Eu saí do quarto da infância. Eu tenho meu apartamento, meu negócio, meu dinheiro. Eu ajudo meus pais. Eu viajei com minhas amigas pra Jericoacoara no meu aniversário — primeira viagem da minha vida que EU paguei. Com 25 anos, eu finalmente sinto que estou vivendo." — Priscila

Vamos ao cenário mais conservador possível:
Cenário mínimo — Iniciante, só fins de semana:
- 3 clientes por fim de semana x R$ 150 = R$ 450/semana
- 12 clientes/mês x R$ 150 = R$ 1.800 bruto
- Custos: 12 x R$ 30 = R$ 360
- Lucro: R$ 1.440/mês
- Trabalhando apenas 9 horas por semana (sábado e domingo)
Isso já é 95% de um salário mínimo — trabalhando 9 horas por semana em vez de 44.
Cenário intermediário (como a Priscila no mês 4):
- 7 clientes/semana x R$ 170 = R$ 1.190/semana
- 28 clientes/mês x R$ 170 = R$ 4.760 bruto
- Custos: 28 x R$ 30 = R$ 840
- Lucro: R$ 3.920/mês
- Isso é 2,6 salários mínimos
Cenário avançado (Priscila hoje):
- 15 clientes/semana x R$ 180 = R$ 2.700/semana
- 60 clientes/mês x R$ 180 = R$ 10.800 bruto
- Custos: R$ 2.050
- Lucro: R$ 8.750/mês
- Isso é 5,7 salários mínimos
"Se você tem 20 e poucos anos, mora com os pais, ganha salário mínimo e acha que não tem saída — eu era você. Exatamente você. A diferença é que eu decidi parar de reclamar e comecei a agir. Não precisa de muito dinheiro. Não precisa de muito tempo. Precisa de coragem pra dar o primeiro passo."
Priscila Ferreira. 25 anos. Balconista. Salário mínimo. Morando com os pais. Sem perspectiva.
Dez meses depois: empresária. Apartamento próprio. R$ 8.750 por mês. Ajudando os pais financeiramente. Planejando abrir um salão.
A mesma Priscila. As mesmas mãos. A única coisa que mudou foi a decisão de começar.
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Essa reportagem faz parte da série "Empreendedoras de Casa" do Bixbie Blog, que conta histórias reais de mulheres que transformaram suas vidas trabalhando de casa com serviços de beleza.