Como Carla Saiu do Salário Mínimo Fazendo Progressiva em Casa e Colocou os Filhos na Escola Particular

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Recife, PE — Carla Souza tinha 34 anos, dois filhos pequenos e um nó na garganta que não passava. Toda manhã, ao deixar Pedro, de 9 anos, e Luísa, de 7, na escola pública do bairro, ela via as outras crianças descendo de vans escolares, com uniformes de colégios particulares, mochilas novas e aquele ar de quem tinha o futuro mais garantido. Não que a escola pública fosse ruim — os professores se desdobravam. Mas Carla sabia que faltava estrutura, que as turmas eram enormes, que seus filhos mereciam mais.
"Eu chorava escondido no banheiro do mercado onde trabalhava. Não era só sobre escola. Era sobre não conseguir dar o básico que eu achava que meus filhos mereciam." — Carla Souza
Como operadora de caixa em um supermercado no bairro de Boa Viagem, Carla ganhava exatamente o salário mínimo: R$ 1.518 por mês. Depois de pagar aluguel (R$ 700), água, luz, gás e alimentação, sobrava algo entre R$ 50 e R$ 100. Escola particular? Um sonho distante. Cada matrícula custava R$ 800 mensais. Seriam R$ 1.600 por mês — mais do que o salário inteiro dela.
Foi numa terça-feira de março de 2025 que a vida de Carla começou a mudar — embora ela não soubesse ainda. Sua colega de trabalho, Renata, apareceu no mercado com o cabelo completamente diferente. Liso, brilhante, com aquele aspecto de quem tinha acabado de sair de um salão caro.
— Quanto você pagou nisso? — perguntou Carla, admirada.
— R$ 150. Fiz com uma menina que atende em casa, no Ibura.
Carla ficou pensativa. R$ 150 por um serviço que levava cerca de 3 horas. Aquilo era quase o que ela ganhava em dois dias inteiros no caixa do supermercado.
Naquela mesma noite, Carla abriu o YouTube. Pesquisou "como fazer progressiva em casa". Assistiu vídeo após vídeo. Descobriu que existiam cursos acessíveis — alguns por menos de R$ 300 — que ensinavam a técnica completa de escova progressiva e alisamento.

Uma semana depois, Carla se inscreveu em um curso presencial de um sábado inteiro por R$ 300 — dinheiro que ela juntou vendendo alguns itens usados no OLX. Comprou seu primeiro kit de produtos por R$ 250.
Investimento inicial total: R$ 550
As mãos de Carla tremiam quando aplicou a primeira progressiva. A "cliente" era sua vizinha Dona Fátima, que topou ser cobaia por R$ 80 — metade do preço.
— Meu Deus, ficou lindo! — disse Dona Fátima, olhando no espelho. — Vou mandar todas as minhas amigas pra você.
E mandou. Na primeira semana, Carla atendeu 4 clientes, todas indicações de Dona Fátima e de colegas do supermercado. Cobrou R$ 150 de cada uma.
| Item | Valor |
| Clientes atendidas | 16 (4 por semana) |
| Preço por serviço | R$ 150 |
| Receita bruta | R$ 2.400 |
| Custo de produtos (R$ 35/cliente) | - R$ 560 |
| Lucro líquido | R$ 1.840 |
Carla quase não acreditou. Em um único mês, trabalhando apenas nos horários livres — à noite e nos fins de semana — ela já tinha faturado mais do que seu salário no supermercado.
Faça a conta: Mesmo com apenas 3 clientes por semana, a uma média de R$ 150 cada, são 12 clientes por mês. 12 x R$ 150 = R$ 1.800. Descontando R$ 35 de produto por cliente (R$ 420), sobram R$ 1.380 de lucro. Isso já é quase um salário mínimo inteiro — trabalhando apenas 3 dias por semana, 3 horas por dia.
Durante três meses, Carla fez as duas coisas: trabalhava no caixa durante o dia e atendia clientes à noite e nos finais de semana. Foi exaustivo, mas necessário. Ela precisava ter certeza.
No terceiro mês, seus números eram consistentes:
Foi quando Carla pediu demissão.
— Minha mãe me chamou de louca — lembra Carla, rindo. — Mas eu tinha os números. Eu sabia que funcionava.
Com mais tempo disponível, Carla passou a atender durante o dia. Mas um problema surgiu rapidamente: a desorganização. Clientes mandavam mensagem no WhatsApp a qualquer hora, ela esquecia horários, confundia agendamentos, perdia o controle de quem tinha pago e quem não tinha.

Foi quando uma cliente mencionou o Bixbie — um sistema para gerenciar agendamentos, clientes e finanças.
"O Bixbie mudou meu negócio. Parece bobeira, mas quando você consegue ver todos os seus agendamentos organizados, saber exatamente quanto entrou e quanto saiu no mês, você se sente uma empresária de verdade." — Carla Souza
Com o Bixbie, Carla conseguiu:
Seis meses depois de ter começado, os números de Carla eram assim:
| Item | Valor |
| Clientes por dia | 3 (média) |
| Dias de trabalho por semana | 5 |
| Clientes por mês | ~60 |
| Preço médio | R$ 170 |
| Receita bruta mensal | R$ 10.200 |
| Custo de produtos (R$ 35/cliente) | - R$ 2.100 |
| Outros custos (luz, água extra) | - R$ 200 |
| Lucro líquido mensal | R$ 7.900 |
Compare:
| Situação | Renda Mensal |
| Salário mínimo (antes) | R$ 1.518 |
| Lucro com progressiva (depois) | R$ 7.900 |
| Aumento | 420% |
Carla chorou quando fez a matrícula dos dois filhos na escola particular do bairro. R$ 800 por criança, R$ 1.600 por mês — um valor que antes parecia impossível agora representava apenas 20% da sua renda.
"Quando Pedro chegou em casa com o uniforme novo e disse 'mãe, a escola tem laboratório de ciências!', eu soube que cada gota de suor tinha valido a pena." — Carla Souza
Além da escola particular, a vida de Carla mudou em vários aspectos:

Quando perguntei a Carla o que ela diria para outras mulheres na mesma situação que ela estava um ano atrás, ela não hesitou:
"Primeiro: você não precisa de muito para começar. Eu comecei com R$ 550 e uma vizinha corajosa. Segundo: faça as contas. Quando você vê no papel que 3 clientes por semana já pagam mais que um salário mínimo, o medo diminui. Terceiro: se organize desde o começo. Eu uso o Bixbie pra tudo e isso me faz parecer profissional, porque eu sou profissional."
Carla não tinha experiência. Não tinha dinheiro guardado. Não tinha contatos no mundo da beleza. O que ela tinha era uma necessidade urgente, dois filhos que dependiam dela e a coragem de tentar algo diferente.
Hoje, com 35 anos, Carla é dona do próprio negócio, paga escola particular para os dois filhos e está planejando alugar um ponto comercial para abrir seu primeiro salão.
A progressiva mudou o cabelo das clientes. Mas mudou a vida de Carla.
Se você quer começar a transformar sua vida assim como a Carla, o primeiro passo é se organizar. Acesse o Bixbie e comece a gerenciar suas clientes e agendamentos como uma profissional.
Essa reportagem faz parte da série "Empreendedoras de Casa" do Bixbie Blog, que conta histórias de mulheres que transformaram suas vidas trabalhando de casa com serviços de beleza.